hoje!

amanhã!

eu quero que você venha para o banheiro comigo ![]()
quer saber como eu me sinto? a ignorância alheia me diverte e a minha me faz chorar
hoje!

amanhã!

eu quero que você venha para o banheiro comigo ![]()
- eu não, beeeem capaz.

nesse momento os Marcelos (Magalhães e Truda), principais integrantes da Robô Gigante, estão no programa Gaúcha Entrevista da rádio gaúcha, explicando alguns quesitos.
tive a oportunidade de conhecê-los bem de perto, quando fizeram dois shows no Bar Palhetas, em Tapes. no encontro fui apresentado como baterista, poucas semanas depois de um “pocket surpresa” que o Fughetti Luz resolveu fazer no bar, onde eu estava, coincidentemente, tocando bateria. (eu deveria escrever sobre essa noite qualquer hora, foi muito afudê).
bom, a pesar d´os “marcelos” estarem naquela onda bem samba, bem bossa, permitiram que eu os acompanhasse tocando bateria em uma das noites. foi um lance descontraído e bacana, gostei muito. é bom lembrar que quem assume as baquetas pra eles é, ninguém mais ninguém menos, que Edinho Espíndola, um cara que está entre os maiores do Brasil.
enfim, o recado é só pra lembrar que vale a pena conferir o som dos guris da Robô. além de ótimos músicos, são parceiros pra chalaças pelos bares da madrugada, tanto da capital, quanto do interior. ![]()
beibe, eu ando envolvido com bruxaria!
escrevi teu nome na boca do sapo…
a d o r e i
secret shows são rulez!
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estou tocando em uma banda chamada Bodji & Os Pegando Fogo. depois coloco o link de mais detalhes.
Incêndio destrói 90 por cento dos banhados, e se prepara para destruir mata nativa do Pontal de Tapes.
Estou aqui para denunciar um problema muito grave que ocorre (ainda) neste momento na cidade de Tapes. Poucas pessoas têm a dimensão do que está acontecendo, mas é mais um atentado muito grave contra o meio ambiente, e continua sem nenhuma posição por parte das autoridades.
50 hectares de uma área de banhados e restingas – quase a sua área total – na chamada Zona do Biru, Pontal de Santo Antônio, a 17 quilômetros de Tapes, já foi consumido por um incêndio que já se estende por duas semanas.
Por total descaso esse incêndio já levou 90 por cento banhado, e agora parece se alastrar pelo pontal de Tapes, atingindo a mata nativa, destruindo todas as espécies de animais e plantas no local.
Encontrei Júlio Wandan, uma das poucas pessoas que realmente se preocupam com o meio ambiente na região centro sul do estado, por acaso, e me deu a triste notícia que me chocou muito. Foi ele um dos responsáveis pela denúncia do problema ao portal ecoagencia, que publicou matéria no dia 4/4. Fiquei sensibilizado e com muito pavor por toda a burocracia que se gera em uma situação dessas. As autoridades continuam sempre com o mesmo discurso ineficiente de passar a bomba pro outro, e ninguém resolve coisa nenhuma.
A área se diz particular, o que dificultaria uma intervenção pública. Mas isso não impede com que se procurem meios alternativos que no mínimo demonstrem uma boa vontade para cessar o problema. “já penso em pegar um pessoal que conheço e fazer alguma coisa, não posso mais ver isso.” comenta Wandam em conversa casual.
Faço aqui um apelo, em nome de uma das coisas mais lindas e inpiradoras que a nossa cidade de Tapes tem. Peço, encarecidamente, às autoridades uma atitude enérgica, que contenha o problema; Que os responsáveis sejam identificados e que paguem por esse crime. Não podemos mais tolerar que crimes como esses fiquem impunes e sem esclarecimentos.
eu não serei mais astronauta
pra te sentir abaixo dos meus pés
calçados por pano de prata
te sentem e têm esse mundo nos sapatos
me adianta te ter por pouco tempo?
eu que sou tão egoísta,
tenho em mim tal defeito,
te deixar seria tão cruel
pra te sentir como queria
serei tua distância
e até lá tu pra sempre será a minha
a vida é tão feita de distâncias
as coisas que trazemos ao corpo
nem sempre são corretas
as flechas na mão do hábil arqueiro
são tão incertas como o vento
os que dizem te conhecer te dividiram em nomes
srenatys mares, mares utopics…
te deram língua, sentido, mares e algum mérito
longe os poetas são tão petulantes
meu mundo é tu
um sonho que vejo passar e não toco
um bruto ao ignorar o que os outros não dizem de ti!
és um vazio e eu cego
quem te deu cor e forma
cessou a luz aos que te dão cheiro
um desses te avistará numa dessas pesadas noites
irá dizer: “estava a vê-la, apenas”
da tua parte que me falta
faremos estrada, de pó e mares vazios.
*Tapes
23/maio/2005
03:35 am
* revisto agora
Há tempos eu entrevistava um bêbado, e ele discorria em longa e profícua entrevista de uma tarde inteira – tratávamos, daquele jeito, a problemática do Oriente Médio – e por fim, a minha última e necessária pergunta tangia uma resposta oportuna ao foca, uma solução para uma questão para mim tão pontual e incisiva. Perguntei algo simples de se perguntar: como e quando os Árabes e os Judeus chegariam a um acordo, resolveriam tão profundamente questões que sensibilizam alguns loucos de cara como o senhor, hum… hum…? Ao passo ele respondeu algo idílico do tipo: …as grandes correntes, experiências macro-políticas, que enfrentamos durante as transformações “evolutivas”, essencialmente a partir do século XIV, não estiveram de tão pefeito acordo com as grandes carências que os povos, as nações, aspiravam e aspiram até hoje. O certo seria, acrescentou, todos os povos em harmonia total, bebendo no mesmo copo, em outras palavras. Mas, infelizmente, essa não é uma posição unânime, basta ligar a TV.
Por mais que os povos vistam suas camisetas listradas ou pretas, ergam suas bandeiras, sejam elas da paz ou da guerra, a real preocupação social se torna algo fútil na frente de tantos embaraços pessoais. É que as pessoas se vangloriam de ver ao seu redor apenas, alguns arriscam. Vários sabem que o socialismo subiu pra cabeça de quem perto esteve, e o comunismo virou uma palavra tão feia que poucas vezes me empregam de forma reta, a não ser, basicamente, nas teorias de Karl Marx e Engels. Em 1912 as coisas culminaram, e no fim tudo se resume a uma peça muito trágica - a perseguição de Leon Trotsky por Stalin - a velha perseguição pelo poder; Fidel Castro, que é um caso incrível e pulsante, que somente num segundo momento, depois do bruto apoio da união soviética, encarou a visão socialista mais de perto, tem consciência de que isso só aconteceu porque foi de encontro ao que ele próprio planeou; O capitalismo também cria suas largas facetas. Subiu pra cabeça de uma nação, como não poderia ser diferente, e hoje pressiona o mais fraco até que uma força sem lei o encara, o força, a força da grana, para um modo muito singular de “avareza” e “renúncia”, totalmente inglobal.
Todas essas questões apontam meu nariz para outro questionamento. Que cidade é essa que eu vivo? É uma cidade fora do planeta, fora da atualidade, a frente da história, suspensa no espaço, fora das ideologias, é uma cidade-estado, realmente auto-sustentável, realmente concisa, una, indivisível? Não, é uma cidade ainda com profundos impedimentos, atolada, sem dúvida, naquele modelo comercial estado unidense, e sabe-se muito bem quais são as conseqüências marginais que isso acarreta; É uma cidade não inclusiva que troca em dois dias o asfalto da Avenida Independência, mas que tolera ao máximo as pernas varizentas da senhora Ilda, que mora há 40 anos na estrada do retiro da Ponta Grossa, onde descansa com seus vizinhos ao pé da sombra do Cinamomo, assistindo seu próprio esgoto surdir na frente de casa há muito tempo. Resumindo, na prática é a velha historia, uma secretaria passa pra outra, e todos, no fundo imploram para que o Deus PAC (que é a velha garrucha do governo PT, como foi o Bolsa Família) resolva a questão. Isso é ainda muito mais grave!
Enfim, troca de experiências talvez foi o grande lema da Conferência Mundial Sobre o Desenvolvimento de Cidades. Mas eu, sinceramente, só consigo ver um tapa de luvas no PT, frente ao Fórum Social Mundial. Proximidade das eleições, essa preocupação extremada… não me enganam. A pergunta a ser feita é: como e quando vai ser levado a efeito essas experiências? E essa indagação não há como responder de forma satisfatória. Há sim uma translucidez safada e secreta que parece mais pano pra manga da psicologia do que pra sociologia.
O projeto Governança Solidária Local, agora falando sério, me parece que chega próximo de um progresso na área social. Eu aprovo, mesmo face a face com românticos pós-almôndegas. Só que não podemos nos ater a pequenas conseqüências, beneficiar aquilo que costumo chamar de “pequenos burgueses pacíficos”. Há de se conseguir um debate nos moldes teóricos da transversalidade e a interdisciplinaridade? Que a democracia não assista a prole substituir Deus, porque precisamos ser cada vez mais globais. Os problemas existem e o exemplo deve ser dado sim, mas cada caso é um caso especial, um caso nosso, de todos. Não há nada de novo. A maioria responde agora por não haver mais família, fato, e é só por isso que visto o boné a essa corrente ideológica nova, que elege o Estado como centro solidariedade, é basicamente uma das poucas coisas que salvam, mesmo sendo tão utópico quando teórico. Muito bom na base da tese: “Solidária porque baseada na cooperação e na ajuda mútua entre as instituições governamentais e não governamentais e as pessoas que voluntariamente se disponham a participar da iniciativa, em prol do atingimento de objetivos comuns da localidade”.
Só um parêntese, o Fórum Social Mundial foi mais inclusivo, mas foi bem mais vazio. Vazio porque não fez nada além de disseminar, pra maioria, a maconha e o amor livre. Idéias? Várias. Ações? Muito discurso, pouca prática.
O que importa são experiências? Eu acho sinceramente que já estamos até o gargalo, nem preciso me concentrar em exemplos muito engenhosos. Depois da Internet as coisas tomaram uma proporção que poucos estão relativizando como o necessário. Voltamos, assim, ao bêbado, que sabiamente dizia pra que todos bebessem no mesmo copo. Ele me ofereceu um gole e eu bebi.
Só uma rapidinha…
Tem alguinho errado. Depois de uma conferência dessas, alguém vai pra casa e dorme. Noutro dia acorda e não sente a mínima dor nos músculos… Isso faz com que alguém faça a sua parte… Como eu não passo longe disso ao digitar esse palavrário, dei pra arquitetar, por sugestões magistrais, uma solução para tudo isso. O nome disso, segundo dizem, seria: Conversa séria entre um bom pai, uma boa mãe, além de um bambino prestimoso. Uma família, perfeita, rapazes. Ao que o Estado não tocará, faça a sua imagem e semelhança. Uma família que se mostrará ausente quando necessário, mas efetiva quando sugerido. Por mais que eu perca a vista olhando pro alto, qualquer problema não ultrapassa a porta da nossa casa. Isso cai como uma luva depois que a democracia eleva líderes, e o bom senso, a bondade, nos é ensinada como quem come com tal ou tal mão! Mas isso tudo é uma grande ironia, pois a nossa família cresceu adunca e tonta. Olhamos o congresso nacional e imaginamos cada mãe puta, cada pai sem vergonha, cada filho da puta, obviamente. Digamos que fui tolo e completo ao ponto de achar maravilhoso meu lar, mas com o controle remoto em uma mão, e a cerveja na outra, rio e destruo tudo em três palavras, só pelo gosto de achar que não tenho nada a ver com aquilo.
